Condenado em segunda instância, artista afirma inocência, contesta mensagens enviadas à vítima e leva sua versão ao público enquanto avalia recurso aos tribunais superiores.

Seis anos após as acusações que vieram a público em 2019, o cantor Leandro Lehart decidiu se pronunciar e apresentar sua versão dos fatos por meio de um documentário. Condenado em segunda instância pelos crimes de estupro e cárcere privado, o artista utiliza o material para expor sua narrativa, incluindo trechos do processo judicial.
No conteúdo divulgado, Lehart afirma que optou por aguardar o andamento da Justiça antes de se manifestar publicamente. “Esperamos a Justiça. Como fui condenado, resolvemos abrir”, declarou. O cantor também convida o público a conhecer sua versão e formar opinião a partir das informações apresentadas.
Ainda segundo o artista, mensagens enviadas à vítima, nas quais teria se declarado culpado, ocorreram em um contexto de forte pressão psicológica e desgaste emocional. Ele sustenta que, à época, buscava encerrar a situação e afirma, atualmente, que é inocente das acusações.
O caso teve início a partir das denúncias feitas pela vítima em 2019. A condenação foi mantida em segunda instância, e a defesa sinaliza a possibilidade de recorrer aos tribunais superiores, em Brasília.
Procurado pela reportagem, o advogado do caso informou que o escritório não irá se manifestar à imprensa neste momento.
Do ponto de vista jurídico
Ouvimos a advogada especialista criminal Dra. Anna Saraceni — eventuais recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) possuem caráter técnico e não reavaliam fatos ou provas. Essas instâncias analisam exclusivamente questões de direito, como possíveis falhas processuais, interpretação da legislação e garantias constitucionais.
Entre os desdobramentos possíveis estão a manutenção da condenação, eventual ajuste de pena, a anulação parcial ou total do processo — hipóteses consideradas mais raras — ou ainda o não conhecimento do recurso, ainda declara.
Para ampliar a compreensão do cenário, a especialistas aponta, que tribunais superiores tendem a manter decisões das instâncias inferiores, salvo quando há identificação de erros jurídicos relevantes. Ainda assim, sem acesso integral aos autos, não é possível prever o desfecho específico do caso.
O episódio volta a ganhar repercussão com a iniciativa de Lehart, que leva sua versão ao público enquanto o processo segue em tramitação por segredo de justiça.
Por Rosália Oliveira








